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Processo de Maria Rodrigues

Preso em 13/01/1702 · Inquisição de Lisboa

perjúrio, perturbar o recto ministério do Santo Ofício

Identificação

Estado civil casada
Estatuto social cristã-velha
Idade 42 anos
Morada Setúbal
Naturalidade Pombal, bispado de Coimbra

Dados Legais

Crime/Acusação perjúrio, perturbar o recto ministério do Santo Ofício
Sentença auto-da-fé de 19/03/1702. Degredo por três anos para o couto de Castro Marim, pagamento de custas.
Notas A ré alegou que após seis meses do casamento o seu marido se ausentou. Mais tarde teve conhecimento que o mesmo havia casado novamente. Por tal motivo denunciou um Manuel Francisco, também conhecido como Manuel do Couto, levando a que este fosse preso por bigamia. Este réu era natural de Alfeizerão, bispado de Leiria, morador em Setúbal, de quarenta anos de idade, filho de Domingos Pires, lavrador e de Lucrécia Álvares, o qual era casado com Maria Gonçalves, foi preso nos cárceres da penitência a 24/09/1701 viria a ser solto a 16/01/1702, e neste seguimento a foi ordenada a prisão da ré Maria Rodrigues. A primeira parte do processo é constituída pela denuncia e averiguação contra o Manuel Francisco ou Couto.

Família

Pai António Fernandes, lavrador
Mãe Ensensa Rodrigues
Cônjuge Manuel Francisco, trabalhador

Datas

Data da prisão 13/01/1702
Data de apresentação 19/11/1701
Cronologia
  1. 24 set. 1701 Notas
  2. 19 nov. 1701 Apresentação
  3. 13 jan. 1702 Prisão
  4. 16 jan. 1702 Notas
  5. 19 mar. 1702 Sentença