Processo de Ana Rodrigues
Preso em 02/08/1593 · Inquisição de Lisboa
judaísmoIdentificação
| Estado civil | viúva |
|---|---|
| Estatuto social | cristã-nova |
| Idade | 80 anos |
| Morada | Salvador, Baía de Todos os Santos |
| Naturalidade | Covilhã |
| Outras formas do nome | Ana Roiz |
Dados Legais
| Crime/Acusação | judaísmo |
|---|---|
| Sentença | auto-da-fé de [09/1600]. Excomunhão maior, confisco de bens, que os seus ossos fossem desenterrados e deitados dos cemitérios eclesiásticos onde abjurassem sepultados e que fossem queimados e feitos em pó, relaxada a sua estátua à justiça secular. |
| Notas | Em 31/05/1593 nas casas da morada do visitador do Santo Ofício na Baía de Todos os Santos a ré foi entregue a António Luís Fantesia, vizinho de Alfama de Lisboa e mestre da caravela Santiago, para a trazer presa para Lisboa na câmara que para ela tinha sido comprada e onde não comunicaria com "(...) a gente da nau (...), onde lhe seria provido todo o mantimento. Teria também direito a uma escrava, de nome Brízida, cativa da ré, que iria na dita câmara "(...) agasalhando-a e servindo-a (...)". A 10/10/1593, a ré faleceu nos cárceres. |
Família
| Pai | Diogo Dias |
|---|---|
| Cônjuge | Heitor Antunes, cristão-novo, mercador |
Datas
| Data da prisão | 02/08/1593 |
|---|
Cronologia
- 31 mai. 1593 Notas
- 2 ago. 1593 Prisão
- 10 out. 1593 Notas
- set. 1600 Sentença