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Processo de José Anastácio da Cunha

Preso em 01/07/1778 · Inquisição de Coimbra

heresia e libertinagem

Identificação

Estado civil solteiro
Estatuto social cristão-velho
Idade 35 anos
Morada Bairro de São Bento, Coimbra
Naturalidade freguesia de Santa Catarina, Lisboa
Cargos, funções, actividades Tenente do Regimento de Artilharia do Porto, aquartelado na Praça de Valença do Minho com o posto de tenente de bombeiros, lente de Geometria na Universidade de Coimbra

Dados Legais

Crime/Acusação heresia e libertinagem
Sentença auto-de-fé de 11/10/1778. Abjuração em forma, reclusão por três anos na Casa da Congregação do Oratório de São Filipe Néri de Nossa Senhora das Necessidades em que teria dois dias por mês de penitência (das penas "progravioribus"), teria instrução ordinária, cumpridas as mais penas e penitências espirituais que lhe fossem impostas, degredo por quatro anos para a cidade de Évora, proibido de entrar em Coimbra e Valença do Minho.
Notas O réu ouviu a sua sentença na sala pública da Inquisição de Lisboa. Em 1781, a 23 de Janeiro, em resposta à uma petição do réu, para a comutação da pena de degredo, o Conselho Geral perdoa-lhe a referida pena. Contém este processo, para além de várias cartas, algumas das quais com equações, cálculos e figuras geométricas, traduções de obras de Voltaire e orações de Pope. Encontra-se, ainda, o auto de sequestro dos bens confiscados onde é feito o inventário da sua livraria, composta por cerca de 263 unidades, tendo sido avaliadas as obras do padre António Vieira (15 volumes) em oito mil réis.

Família

Pai Lourenço da Cunha, pintor
Mãe Jacinta Inês

Datas

Data da prisão 01/07/1778
Cronologia
  1. 1 jul. 1778 Prisão
  2. 11 out. 1778 Sentença
  3. 1781 Notas