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Processo de António de Gouveia

Inquisição de Lisboa

superstição; feitiçaria

Identificação

Estado civil Solteiro
Estatuto social cristão-velho
Idade 29 anos
Morada Lisboa
Naturalidade Cidade da Praia, ilha Terceira, Açores
Cargos, funções, actividades clérigo de missa; curandeiro

Dados Legais

Crime/Acusação superstição; feitiçaria
Sentença auto-da-fé de 14/07/1561. Penitência de seus heréticos erros, com a cabeça descoberta e uma vela acesa na mão, abjuração pública de veemente, cárcere apartado, suspensão das ordens e ofício sacerdotal a arbítrio, não voltar a fazer curas nem usar de tal ofício.
Notas Data da prisão: O réu fugiu do cárcere do Colégio da Doutrina em 02/05/1564, foi novamente preso e sentenciado em 29/95/1564 com degredo para as galés. Por se encontrar doente por causa de uma doença provocada pelo sol, voltou a fugir e andou por Itália, França, Alemanha. Por sua petição foi-lhe levantada a pena das galés e solto das mesmas. Teve licença para ir para a ilha Terceira em 18/11/1566, não podendo voltar mais a Lisboa. Como não cumpriu a sentença voltou a ser entregue no cárcere em 26/08/1567 e condenado em 17/10/1567, a dois anos de degredo para o Brasil e não voltar a entrar em Lisboa. Em 10/09/1571 entrou novamente no cárcere do Santo Ofício de Lisboa, vindo preso em ferros numa nau vinda de Pernambuco, Brasil, por existirem culpas graves e insultos contra ele na mesa da Inquisição.

Família

Pai Afonso Martins
Mãe Leonor Gil
Cronologia
  1. 14 jul. 1561 Sentença
  2. 2 mai. 1564 Notas
  3. 18 nov. 1566 Notas
  4. 26 ago. 1567 Notas
  5. 17 out. 1567 Notas
  6. 10 set. 1571 Notas